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HPV – Vírus do Papiloma Humano   > Displasia Cervical > Imunologia do HPV

Imunologia do HPV

Existem vários tipos de vírus aos quais desenvolvemos imunidade, como por exemplo os mais de 300 rinovírus (vírus do resfriado), sarampo, póliomielite, caxumba, catapora, e o HPV. Contudo, O HPV e vários outros virus conseguem “driblar” o sistema immune de algumas pessoas. O virus evita a resposta humoral e a cellular, ou seja os linfócitos B e C respectivamente. Beta-mannan™ auxilia o corpo a desenvolver imunidade ao HPV. Uma vez desenvolvida a imunidade ao HPV, o corpo não é mais infectado ou contagioso. Como resultado da imunidade, os sinais e sintomas desaparecem, e o mesmo tipo de HPV não poderá mais infectar o indivíduo.

A única razão pela qual as pessoas podem dizer que o HPV não tem cura é porque elas decidiram acreditar nisso. Com certeza existem pessoas que não serão curadas, mas na maioria dos casos elas são. Se usamos o teste de HPV para determinar se uma pessoa possui o vírus, então devemos usar o mesmo método para determinar se esta pessoa está curada dele.Caso contrário, estaríamos utilizando o teste para indicar que alguém possui o vírus, mas dizendo que se o teste é negativo, não significa nada.O fato é que todo mundo utiliza o teste de HPV para determinar se uma pessoa é negativa em relação ao vírus. E mesmo se uma pessoa apresenta baixo número de concentração de anticorpos contra o HPV por analise de sangue,não significa que está infectada com aquele vírus. Se você recebeu vacinas contra polio ou catapora, com certeza apresentará uma baixa concentração de anticorpos contra as duas doenças. Você não diria que está infectada com essas doenças, mas pelo contrário, que seu sistema imune tem grande capapcidade de lutar contra tais doenças.

Eur J Dermatol 1998 Oct-Nov;8(7 Suppl):8-12; discussion 20-2:

The immunology of genital human papilloma virus infection.

Stanley M. Department of Pathology, University of Cambridge, Tennis Court Road, Cambridge CB2 1QP, England.

“Este estudo relata uma apresentação realizada por Margaret Stanley, Revisora de Biologia Epitelial da Universidade de Cambridge, em que ela revê evidências atuais de infecções pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV) em verrugas genitais.

Neste estudo, ela explica que investigações feitas sobre a imunologia de infecções de verrugas genitais indica que o ciclo de replicação do virus papiloma está intimamente ligado à fase de diferenciação dos queratinócitos – uma estratégia utilizada para a invasão da célula .Enquanto o vírus do papiloma ataca células basais primitivas, a replicação e reprodução virais estão ligadas às células epiteliais superficiais em fase de diferenciação. A replicação e liberação de vírus se limita à células que estão destinadas à morte e não são associadas com processos inflamatórios.

Essas descobertas sugerem que o sistema imune não reconhece ou ignora a infecção. Evidência adquirida através de infecções recorrentes de verrugas genitais em seres humanos e animais sugerem que o HPV causa uma resposta imune mediada por células do tipo TH1 oferecendo uma estratégia para imunoterapia contra doenças benignas. Esta afirmativa é mantida pela evidência de testes feitos com agents imunomodulatórios.

Enquanto estratégias para extrair respostas citotóxicas são necessárias contra lesões associadas ao tipo de HPV malign, o problema de invasão imune associadas com esse meio não deve ser diminuida.Estratégias terapêuticas atuais efetivas contra infecções por vírus do papiloma humano parecem requerer indução da resposta imune específica, através de agentes imunomodulatórios e/ou imunização com antígenos virais relevantes.”

Am J Obstet Gynecol 1996 Mar;174(3):937-42:

Conização devido a neoplasia cervical seguida por desaparecimento do ácido desoxirribonucléico do vírus papiloma humano e declínio de anticorpos contra antígenos do vírus papiloma humano no muco cervical.

Elfgren K, Bistoletti P, Dillner L, Walboomers JM, Meijer CJ, Dillner J. Department of Obstetrics and Gynecology, Huddinge University Hospital, Sweden.

“Objetivo: Nosso propósito foi investigar se conização devido a neoplasia intraepitelial cervical elimina o ácido desoxirribonucléico do vírus do papiloma humano e afeta o nível de anticorpos contra antígenos do vírus do papiloma humano encontrados no serum e muco cervical.

Método:Análise de amostras pares de escovas cervicais e muco obtidos de mulheres com neoplasia intraepitelial cervical antes e após 16 até 27 meses da conização realizada devido a presença do ácido desoxirribonucléico do vírus do papiloma humano detectado pela reação em cadeia da polimerase e do teste de enzyme-linked immunosorbent assay contra anticorpos do vírus do papiloma humano.

Resultados: Quatro mulheres possuiam neoplasia intraepitelial cervical recorrente, enquanto 19 mulheres não apresentavam a doença. Dezoito das 23 mulheres testaram positivas com presença do DNA do HPV antes do tratamento. Em exames posteriores somente as 4 mulheres com neoplasia intraepitelial cervical recorrente apresenataram o vírus.Os níveis G e A de imunoglobulina no sérum e níveis de imunoglobulina A no muco cervical contra a maioria dos antígenos do vírus do papiloma humano haviam diminuído após o tratamento.

Conclusão: O ácido desoxirribonucléico do vírus do papiloma humano havia sido regularmente eliminado e os níveis de anticorpos contra o vírus do papiloma humano, especialmente a imunoglobulina A local,diminuiram após  tratamento, sugerindo que a conização pode ser eficaz para tratar infecções secundárias pelo vírus do papiloma humano.

Gynecol Oncol 1999 Feb;72(2):199-201:

Previsão da recorrência e residuos de displasia cervical pela detecção do vírus do papiloma humano entre pacientes com citologia anormal.

Bollen LJ, Tjong-A-Hung SP, van der Velden J, Mol BW, ten Kate FW, ter Schegget J, Bleker OP. Academic Medical Center, University of Amsterdam, Amsterdam, The Netherlands.

“Com o fim de determinar a capacidade discriminativa do teste para o DNA do vírus do papiloma humano (HPV) para displasia cervical recorrente ou residual, 43 pacientes com citologia anormal após tratamento contra displasia cervical foram testadas para verificar se apresentavam o DNA do HPV através do PCR. Uma curetragem endocervical foi realizada em todas as pacientes para exames histológicos.Dezesseis dos 43 pacientes demonstraram displasia moderada ou severa.

O teste do HPV apresentou-se positivo em todas as 16 pacientes com displasia recorrente ou residual e negativo em 12 das 27 pacientes sem displasia. A sensitividade e especificidade do teste foram consecutivamente 100 e 44%. O nível de possibilidade de um teste de HPV ser positivo foi de 1.8%, enquanto um teste negativo apresentou possibilidade de 0.12%. Testagem para a presença de HPV tem o potencial de selecionar pacientes sem displasia recorrente ou residual que apresentam amostra citológica anormal.

Este fato apresenta implicações clínicas, já que o diagnóstico de conizações desnecessárias podem ser evitadas em pacientes com citologias anormais após tratamento contra displasia cervical e um teste de HPV negativo.”

Clin Immunol 1999 Dec;93(3):302-11:

Papilomatose respiratória recorrente: Alterações em subpopulações de células T CD8 (+) e desequilíbrio de citocinas T(H)1/T(H)2.

Bonagura VR, Hatam L, DeVoti J, Zeng F, Steinberg BM. Department of Pediatrics, Schneider Children's Hospital, Long Island Jewish Medical Center, 269-01 76th Avenue, New Hyde Park, New York 11040, USA.

“O vírus do papiloma humano (HPV) causa papilomas e carcinomas benignos em células escamosas nos tratos genitais e respiratórios. Papilomas respiratórios recorrentes (PRR) causam um alto nível de morbidade e significante mortalidade devido a sua localização, resistência ao tratamento, e recorrência incansável que podem variar em frequência em um dado paciente e entre pacientes diferentes.

Descobrimos que quando células T retiradas desses pacientes sào expostas ou isoladas de tecido autologo de papiloma, possuem uma porcentagem elevada de células T CD8(+), CD28(-), e que células T derivadas de muitos desses pacientes apresentaram um aumento de RNAm e citocinas do tipo T(H)2 em resposta a tecido autologo de papiloma. Além disso, ambos desses achados imunológicos se correlacionam com a severidade da doença.

Essas observações sugerem que pacientes com PRR, e possivelmente outros com lesões refratárias causadas por HPV, não possuiam a capacidade de oferecer uma resposta mediada por células T  que fosse apropriada e eficaz para lidar com sua doença. Este desequilíbrio imune pode ser responsável pelo desenvolvimento e severidade da pailomatose respiratória induzida por HPV.”

Vet Immunol Immunopathol 2000 Feb 25;73(2):101-27:

Imunologia da vírus do papiloma animal

Nicholls PK, Stanley MA. Department of Pathology, University of Cambridge, UK.

“O vírus da especie papiloma e seu tecido possuem DNA específico de dupla hélice. Esse vírus causa tumores epiteliais em muitos animais, inclusive no homem.

Tipicamente, as verrugas benignas sofrem regressão espontânea, mediada pelo sistema imune, provavelmente causada pelas células T (especialmente CD4, mas também por subpopulações de CD8), ao mesmo tempo que a imunidade humoral pode prevenir tais infecções. Algumas infecções pelo vírus do papiloma não passam por regressão espontânea e outras progridem a tumores epiteliais malignos. O impacto dessas lesões é maior em indivíduos com imunosupressão.

Muitas terapias são ineficazes, e existe grande interesse no potencial de intervenção imunológica em infecções pelo vírus do papiloma em seres humanos e animais. Imunização pode ser obtida através de vacinas com vírus vivos, vírus inativados por formalina, partículas sintéticas que imitam o vírus, e vacinas de DNA. Ocorrereu muito progresso no desenvolvimento de vacinas contra o vírus do papiloma em coelhos, bovinos e cães. O sucesso obtido com esses animais sugere que procedimentos similares podem ser úteis para vacinação profilática ou terapêutica contra o vírus do papiloma humano que causam o aparecimento de verrugas cutâneas e genuanais,papilomatose laríngea e câncer cervical.”

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Dr. Joe Glickman, Jr., M.D.

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