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Histerectomia e Teste de Papanicolau anormal

Um teste anormal de Papanicolau, indicativo de displasia cervical pode ocorrer após uma histerectomia, mas isso é bastante incomum e ocorre em menos de 3% dos casos. O teste de Papanicolau é retirado das paredes vaginais quando o cérvix nầo se encontra mais presente.

In J Am Board Fam Pract 2000 Jul-Aug;13(4):233-8:

Testes rotineiros de amostras do fórnix vaginal em pacientes histerectomizados com lesões benignas do útero: Quando se é indicado? 

Videlefsky A, Grossl N, Denniston M, Sehgal R, Lane JM, Goodenough G Departmento da Familia e Medicina Preventiva, Emory University School of Medicine, Grady Memorial Hospital, Atlanta, GA 30335, USA.

"Histórico: Até a idade de 60 anos, uma media de 33% de todas as muheres terầo passado por uma histerectomia. Aproximadamente 85% dessas histerectomias terầo sido feitas devido a doenças benignas. O objetivo deste estudo é de avaliar resultados citológicos de amostras de fórnix vaginal em pacientes que passaram por histerectomia devido a doenças benignas do útero.

Métodos: Conduzimos um estudo retrospectivo baseado em uma comunidade e o acompanhamento de mulheres com amostras citológicas do fórnix vaginal que haviam sido histerectomizadas devido a doenças uterinas benignas. Um total de 220 mulheres foram selecionadas aleatoriamente entre aquelas que possuíam uma ou mais amostras do fórnix vaginal. Os achados principais foram carcinoma invasivo, lesões displásicas e infecções detectadas pelo teste da amostra do fórnix vaginal. O local foi um hospital de grande porte no centro da cidade.

Resultados: Noventa e sete por cento das 220 mulheres que passaram por uma histerectomia devido a causas benignas no útero e que foram observadas por uma média de 89 meses não apresentaram anormalidades citológicas nas amostras do fórnix vaginal. A avaliação citológica não encontrou carcinomas invasivos. Lesões displásicas foram detectadas em 7 das pacientes (3%). Setenta por cento dos pacientes (n= 154) tiveram uma ou mais infecções, entre essas infecções haviam vaginose bacteriana (106), tricomoníase (95), candidiase (40), koilocitose sugestiva de infecção pelo HPV (vírus do papiloma humana) (3), e efeitos citopatológicos de herpes (4). A prevalência de koilocitose foi muito maior em pacientes com displasia (P= .0003).

Conclusão: A maioria dos testes citológicos de rotina do fórnix vaginal não precisariam ser feitos em mulheres que passaram por uma histerectomia por doenças benignas do útero."

In Am J Obstet Gynecol 1995 Ago;173(2):424-30; discussion 430-2:

Testes citológicos após histerectomia devido a doenças benignas

Piscitelli JT, Bastian LA, Wilkes A, Simel DL Division of General Obstetrics-Gynecology, Duke University, Durham, NC, USA.

"Objetivo: nosso propósito era determinar a eficácia dos testes citológicos vaginais após histerectomia por doenças benignas.

Design do estudo: Estudamos pacientes histerectomizadas por 10 anos sendo 697 mulheres com um total de 9074 anos de vida feminina. Pacientes que tinham algum tipo de malignidade ginecológica invasiva foram excluídos. A principal variável resultante foi o desenvolvimento de anormalidades citológicas vaginais, avaliadas com a estimativa de Kaplan-Meier e regressão proporcional de riscos.

Resultados: Encontramos 33 resultados citológicos anormais, a maioria de pouca significância clínica exceto por dois casos de displasia comprovadas através de biópsias. Quando controlados por idade, o risco era de 4,67 para pacientes com uma história de anormalidade citológica cervical (95% intervalo de confiança 2.1 a 10.6). Em 633 testes foi detectado somente um caso verdadeiro de displasia vaginal.

Conclusão: A baixa incidência de displasia cervical e carcinoma, combinado com a alta taxa de falso-positivo, apóia a diminuição do número de testes realizados nesses pacientes de baixo risco."

In JAMA 1996 Mar 27;275(12):940-7:

Eficácia do teste de amostra vaginal por Papanicolau após histerectomia total devido a causas benignas.

Fetters MD, Fischer G, Reed BD Department of Family Practice, University of Michigan, Ann Arbor, 48109-0708, USA.

"Objetivo: Utilizando revisões da bibliografia, acessamos (1) Recomendações de teste de papanicolau após histerectomia por causas benignas,(2) histerectomia totalpor doenças benignas como risco para displasia vaginal ou carcinoma, e (3) eficácia de testes para carcinoma vaginal após histerectomia por doenças benignas.

Fontes de Informações: Consideramos (1) recomendações de organizações sobre testagem (2) referências de livros importantes de ginecologia, e (3) pesquisas no Medline  sobre estudos na língua inglesa realizados publicados entre 1966 e 1995 usando como busca as palavras (histerectomia e amostras vaginais) ou (amostras vaginais e neoplasma vaginais).

Seleção dos estudos: Confirmações publicadas ou verbais de recomendações de testagem foram elegidas. Os critérios para acessar o risco de displasia vaginal ou carcinoma incluíam pesquisa original, relatórios documentados de histerectomia como exposição e evidência de doença vaginal pré-invasiva ou resultado de carcinoma vaginal. Procuramos dados que revelassem a carga de sofrimento, a eficácia do teste e da detecção precoce.

Extração de dados: Informação descritiva e analítica de cada estudo foram resumidas.

Síntese de dados: recomendações de testagem foram categorizadas pela posição da organização em relação a testagem : Duas se opunham ao teste, duas apoiavam o teste, e seis delas não possuíam uma posição específica. Os dados sobre histerectomia total por doença benigna e subseqüente carcinoma vaginal foram organizados por design do estudo (três casos de controle, 2 coortes, e 13 casos de série) e descrição. Os dados a respeito da eficácia do teste foram organizados a fim de preencher os critérios exigidos pela organização US Preventive Services Task Force.

Conclusão: Há recomendações contraditórias a respeito de testes após histerectomia e dados conflitantes sobre o risco de carcinoma vaginal após histerectomia total devido a doenças benignas, apesar dos estudos mais bem estruturados não encontrarem nenhuma relação. Não existem evidências suficientes para se recomendar teste de rotina de amostras vaginais em mulheres após histerectomia por doenças benignas."

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Dr. Joe Glickman, Jr., M.D.

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