Transmissão vertical do HPV
A transmissão vertical do HPV durante o parto é comum, porém a infecção é raramente séria. Isso seria muito menos provável se você estivesse usando Beta-mannan™ durante a gravidez e o parto. Além disso deveria-se considearar a cesariana como uma opção se o HPV estiver presente no momento do parto.
In Obstet Gynecol 1999 Apr;93(4):475-9:
Transmissão perinatal do vírus do papiloma humano de grávidas com infecções latentes
Tenti P, Zappatore R, Migliora P, Spinillo A, Belloni C, Carnevali L; Department of Human Pathology, University of Pavia, Italy.
"Objetivo:Avaliar o risco da transmissão perinatal do vírus do papiloma humano (HPV) de mães com infecções latentes para a mucosa orofaríngea de seus recém-nascidos.
Método: Setecentos e onze pares de mães e recém-nascidos foram testados. Foi utilizada a reação em cadeia da polimerase com iniciadores consensus MY09/MY11 para identificar o DNA do HPV em lavagem cervicovaginais das mães e aspirações nasofaríngeas dos recém-nascidos. Os casos positivos foram então amplificados através de iniciadores de tipos específicos para HPV de números 6, 11, 16, 18, e 33. Todos os bebês nascidos de mães testadas positivas para o HPV ficaram sob observação por 18 meses a fim de constatar o aparecimento do HPV na mucosa orofaríngea.
Resultados: O DNA do Vírus do papiloma humano foi detectado em 11 neonatos nascidos por parto vaginal de mães positivas para o HPV, a taxa de transmissão vertical foi de 30% (95% de intervalo de confiança [CI] 15.9, 47). As aspirações nasofaríngeas se apresentaram negativas para o HPV em 11 casos em que houve ruptura de membranas menos de 2 horas antes do parto. Quando a ruptura de membranas precedeu o parto em 2-4 horas, e quando isso ocorreu após mais de 4 horas, as taxas respectivas para a positividade do HPV foram de sete em 21 e de 4 em 5 (chi2 por tendência = 10.7, P = .001). Em testes subseqüentes observou-se que o vírus havia sido eliminado das amostras orofaríngeas tão precocemente quanto na 5ª semana.
Conclusão: Gestantes com infecções latentes de HPV possuem um potencial baixo de transmitirem o vírus para a mucosa orofaríngea de seus recém-nascidos. O tempo entre a ruptura do saco amniótico e o parto parece ser um fator crítico na transmissão. Recém nascidos positivos para o Vírus do papiloma humano devem ser considerados contaminados e não infectados já que o vírus é eliminado alguns meses após o parto."
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